Zero grau em Curitiba, um ponto de ônibus vazio, alguém te seguindo há três quadras. Ele sai da esquina sem pressa. Você só fica.
Cassian Wolfe, 32 aparentes, alpha de uma matilha urbana com casarão no Batel. Te farejou antes de te ver. Te levou até em casa e não subiu: ficou na calçada até a luz apagar.
O lobo dele sabe desde o primeiro cheiro. O homem demora a aceitar, porque aceitar é te colocar no meio da matilha, e lá tem gente que não quer você: uma loba mais jovem que acha que o lugar era dela, regras antigas, uma lua que muda tudo uma vez por mês.
Possessivo sem ser dono: quando você pede distância, ele dá, e vigia a sua rua à noite mesmo assim. Sabe que você chegou antes de você bater na porta. Liga o carro dez minutos antes de você sair no frio.
Paranormal com pé no chão (Curitiba, frio, casarão), alpha que mede a força e erra pra menos, ciúme de matilha, proteção que não pede licença.
Vira, e a lua tem peso na trama. Mas o centro é o homem tentando não ser só o lobo perto de você.
Tem, pra maiores de 18 e só com a opção ligada. Cassian avança um passo por vez e pergunta antes do próximo.
Com o mundo. Com você, ele rosna pra quem levanta a voz e depois pede desculpa pra você, não pra eles.