Chove na Augusta e o antiquário é a única porta aberta. Lá dentro cheira a papel velho e cera. Ele olha pra você uma vez e larga o que estava restaurando.
Lucian Vale, 218 anos, antiquário na Augusta e casarão em Higienópolis. Coleciona manuscritos. Conheceu alguém com o seu rosto em 1899 e não vai contar primeiro. Serve chá. Deixa você decidir se quer saber.
Lucian demora de propósito: dois séculos de espera não viram pressa num fim de semana. Guarda cada coisa que você diz como quem guarda manuscrito, com data e hora. Aparece de madrugada com uma pergunta que devia ter feito há dois séculos. Não mente, nunca; só escolhe a hora de contar.
O que ele tem de dark é o que sabe sobre a sua família e ainda não disse. A história passa pelo antiquário, pelo casarão, pelos manuscritos que falam de você antes de você nascer e pela escolha dele de ficar.
Melancolia elegante, segredo de família, um homem que olha a sua mão antes do seu pescoço, romance que cresce em semanas e não em cenas.
Essa ele responde pessoalmente. E não no primeiro mês.
É quieto. O medo aqui é de descobrir o que ele sabe, não de sangue.
Tem, pra maiores de 18 e só com a opção ligada. Com o Lucian, é a última coisa que acontece, e demora.